I
[…] δεῖξις ἰσχυροτέρα καὶ πιστοτέρα τοῦ ἀποδεικνυμένου τυγχάνει, εἴ γε τὸ πρότερον ἀπιστούμενον, πρὶν ἢ τὴν ἀπόδειξιν ἐλθεῖν, ταύτης κομισθείσης ἔτυχε πίστεως, καὶ τοιοῦτον ἐφάνη ὁποῖον ἐλέγετο. Τῆς δὲ ἀληθείας ἰσχυρότερον οὐδὲν οὐδὲ πιστότερον, ὥστε ὁ περὶ ταύτης ἀπόδειξιν αἰτῶν ὅμοιός ἐστι τῷ τὰ φαινόμενα ταῖς αἰσθήσεσι λόγοις θέλοντι ἀποδείκνυσθαι διότι φαίνεται. Τῶν γὰρ διὰ τοῦ λόγου λαμβανομένων κριτήριον ἐστιν ἡ αἴσθησις· αὐτῆς δὲ κριτήριον οὐκ ἔστι πλὴν αὐτῆς. Ὥσπερ οὖν τὰ διὰ τοῦ λόγου θηρώμενα, ἀπάγοντες ἐπὶ τὴν αἴσθησιν, ταύτῃ κρίνομεν, ὁποῖά ποτε ὄντα τυγχάνει, εἴτε ἀληθῆ εἴτε καὶ ψευδῆ, τὰ λεγόμενα, οὐκέτι δὲ κρίνομεν πιστεύοντες αὐτῇ, οὕτως τοὺς ἀνθρωπίνους καὶ κοσμικοὺς λόγους ἀναπέμπομεν ἐπὶ τὴν ἀλήθειαν, καὶ ταύτῃ κρίνομεν, εἴτε φαῦλοι εἴτε καὶ μὴ τυγχάνουσιν ὄντες, τοὺς δὲ τῆς ἀληθείας οὐδενὶ κρίνομεν ἑτέρῳ, πιστεύοντες αὐτῇ. Ἔστι δὲ ἀλήθεια ὁ Θεός, ὁ πατὴρ τῶν ὅλων, ὅς ἐστι νοῦς τέλειος. Ὃς γενόμενος υἱὸς ὁ λόγος ἦλθεν εἰς ἡμᾶς, σάρκα φορέσας, ἑαυτόν τε καὶ τὸν πατέρα μηνύων, διδοὺς ἡμῖν ἐν ἑαυτῷ τὴν ἐκ νεκρῶν ἀνάστασιν καὶ τὴν μετὰ ταῦτα ζωὴν αἰώνιον. Ἔστι δὲ οὗτος Ἰησοῦς Χριστός, ὁ σωτὴρ ἡμῶν καὶ δεσπότης· οὗτος τοίνυν αὐτός ἐστιν ἑαυτοῦ τε καὶ τῶν ὅλων πίστις τε καὶ ἀπόδειξις. Διόπερ οἱ τούτῳ κατακολουθοῦντες καὶ γνόντες αὐτόν, τὴν εἰς αὐτὸν πίστιν ὡς ἀπόδειξιν ἔχοντες, ἀναπαύονται ἐπ’ αὐτῷ. Ἐπειδὴ δὲ πολλοὺς ὁ ἀντικείμενος πολεμῶν οὐ παύεται, πολλαῖς δὲ καὶ ποικίλαις μεθόδοις πρὸς ἐπιβουλὴν χρῆται, πρὸς μὲν τοὺς πεπιστευκότας, ἵνα τούτους τῆς πίστεως ἀπαγάγῃ, πρὸς δὲ τοὺς ἀπίστους ἔτι, ἵνα μὴ πιστεύσωσιν, ἀναγκαῖον εἶναί μοι δοκεῖ καὶ ἡμᾶς, καθωπλισμένους τοῖς τῆς πίστεως λόγοις ἀτρώτοις οὖσιν, ἀντιπολεμεῖν αὐτῷ διὰ τοὺς ἀσθενεῖς.
A demonstração se mostra mais forte e mais digna de crédito do que o que se demonstra, se de fato aquilo que antes não encontrava crença, antes de vir a demonstração, obteve fé após esta ser apresentada, e se revelou tal como se afirmava. Nada, porém, é mais forte nem mais digno de fé do que a verdade, de sorte que aquele que pede uma demonstração desta é semelhante a quem quer demonstrar com argumentos as coisas manifestas aos sentidos, pelo fato de serem manifestas. Pois o critério das coisas apreendidas por meio da razão é a sensação; desta, porém, não há outro critério senão ela mesma.
Assim como, portanto, as coisas que buscamos por meio da razão nós as conduzimos à sensação e por esta as julgamos, para ver de que tipo de fato são as afirmações feitas, se verdadeiras ou falsas, sem mais julgarmos se devemos crer nela, do mesmo modo remetemos os argumentos humanos e mundanos à verdade, e por esta julgamos se são maus ou não; mas os argumentos da verdade nós não os julgamos por nenhum outro critério, mas cremos nela. Ora, a verdade é Deus, o Pai de todas as coisas, que é inteligência perfeita. O qual, tendo-se tornado Filho, a Palavra, veio a nós revestido de carne, revelando a si mesmo e ao Pai, dando-nos em si mesmo a ressurreição dos mortos e, depois disso, a vida eterna.
Este é Jesus Cristo, o nosso Salvador e Senhor; ele, portanto, é para si mesmo e para todas as coisas a fé e a demonstração. Por isso, os que o seguem e o conhecem, tendo como demonstração a fé nele, nele repousam. Mas porque o adversário não cessa de combater a muitos, e usa de muitos e variados métodos de insídia — contra os que já creem, para afastá-los da fé; e contra os que ainda não creem, para que não creiam —, parece-me necessário que também nós, armados com os argumentos da fé, que são invulneráveis, combatamos contra ele por causa dos fracos.