Notas editoriais de Migne, traduzidas do latim; as
chamadas «(n)» remetem aos pontos correspondentes no texto acima.
(51) Não existe versão siríaca desta epístola; contudo, Cureton publicou alguns fragmentos siríacos, na edição de Schulze.
(52) Cf. 1 Cor 1, 7: "de modo que nada vos falta em nenhum carisma".
(53) Veja-se cap. 11 e 12.
(54) Isto é, que está repleta de santos, e parece como que gerá-los. Pearson.
(55) O códice manuscrito traz δοξάζων. Mas, com o interpolador e o fragmento siríaco (Cureton, p. 32), penso que se deve ler δοξάζω.
(56) Καθηλωμένους [pregados]. Com esta palavra, Inácio ilustra a firmeza da fé dos esmirneus.
(57) Isto é, por inteiro e sem falha alguma. Smith.
(58) Teodoreto cita isto, Diálogo I, t. IV, p. 49, ed. Schulze.
(59) Teodoreto traz θεότητα [divindade].
(60) Isto é, da madeira; Cristo, pendente no madeiro, é entendido como que o seu fruto. Cf. Aos Trálios, cap. 11. Pearson.
(61) Cf. a doutrina de João sobre a carne de Cristo. 1 Jo 4, 2; 1, 1; 2, 22.
(62) Cf. adiante, cap. 7: ὁ Πατὴρ ἤγειρεν [o Pai o ressuscitou], e Aos Trálios [nota]; São Jerônimo sustenta isso no Catálogo dos escritores eclesiásticos. Pearson suspeita que o autor latino tenha tomado isso emprestado da tradição oral. Cf. Credner, Beiträge, I, p. 407-408.
(63) Cf. Aos Trálios, cap. 10.
(64) Paronomásias desse tipo leem-se com frequência em Inácio, por exemplo na inscrição da epístola a Policarpo, na Epístola aos Romanos, cap. 8, e Aos Trálios, cap. 5.
(65) Eusébio, História Eclesiástica, III, 36, e Teodoreto, Diálogo II, loc. cit., p. 127, citam isto. Cf. C. W. Fr. Walch, Num Ignatius Christum post resurrectionem in carne viderit [Se Inácio viu Cristo em carne depois da ressurreição], Programma pasch., Gotinga, 1772.
(66) São Jerônimo sustenta, no Catálogo dos escritores eclesiásticos, que isto foi tomado do Evangelho dos Nazarenos. Pearson suspeita que o autor latino o tenha tomado emprestado da tradição oral. Cf. Credner, Beiträge, I, p. 407-408.
(67) Cf. At 10, 41.
(68) Teodoreto cita isto, Diálogo I, loc. cit., p. 30.
(69) Isto é, τὸ παθεῖν [o padecer].
(70) Equivale a ἐμαυτόν, como frequentemente. Cf. Aos Trálios, nota 84.
(71) Cf. Rm 8, 17.
(72) Esta correção retórica (como na inscrição da Epístola a Policarpo, sobre ἐπίσκοπος e ἐπεσκοπημένος): Inácio, o Teóforo, é quem nega [aqui] a encarnação de Cristo [a nota está parcialmente corrompida na extração do epub; sentido reconstituído com cautela]. Pearson.
(73) Não o Evangelho escrito, mas a pregação evangélica sobre a vida e os feitos de Cristo. Niemeyer, loc. cit., p. 8.
(74) Isto é, os que impugnam a encarnação de Cristo destroem a todos os homens, negando a sua redenção pela morte de Cristo. Ou seja: os que dizem que Cristo padeceu apenas κατὰ τὸ δοκεῖν [em aparência] são obrigados a sustentar que também nós padecemos κατὰ τὸ δοκεῖν (isto é, em vão).
(75) Teodoreto cita isto, Diálogo I, loc. cit., p. 50.
(76) Cf. 1 Jo 4, 2-3. Cristo é chamado σαρκοφόρος [portador da carne]; Inácio, θεοφόρος [portador de Deus]; quem nega a encarnação de Cristo é νεκροφόρος [portador da morte], isto é, quem, vivendo, carrega o seu próprio cadáver — quem já está morto.
(77) Sentido: até que creiam que Cristo verdadeiramente padeceu e morreu — morte e paixão nas quais consiste a nossa salvação.
(78) Cf. Gl 1, 8; Ef 1, 21.
(79) Timóteo de Alexandria (num fragmento siríaco em Cureton, p. 42) lê, depois de Χριστοῦ, ὅ ἐστι Θεοῦ [que é de Deus]; noutro fragmento (loc. cit., p. 48), ὅ ἐστι Θεός [que é Deus].
(80) Cf. Aos Magnésios, cap. 1.
(81) Teodoreto (Diálogo III, loc. cit., p. 231), que cita esta passagem, lê: "não aceitam eucaristias nem oferendas". Esta leitura é defendida por Lüft, Liturgik, t. I, p. 77. Jacobson acrescentou esta seção (εὐχαριστίας — ἤγειρεν) ao capítulo anterior.
(82) Cf. acima, cap. 2, e Aos Trálios, cap. 9.
(83) Isto é, celebrar o ágape. De modo diferente, Smith: acolher com amor este dom de Deus.
(84) Cf. acima, cap. 5, nota 79.
(85) Τετελείωται [consumou-se]. Isto é, aparece perfeita.
(86) Cf. Aos Trálios, cap. 13.
(87) Veja-se Rothe, Anfänge, p. 469.
(88) Isto é, onde está o bispo, ali está a Igreja concreta; e onde está Cristo, ali está a Igreja universal. Möhler, Die Einheit, p. 292. De modo diferente, Rothe, Anfänge, p. 472 e segs., para quem καθολική = a Igreja visível, e que interpreta assim a nossa passagem: como a Igreja visível está necessariamente ligada a Cristo, por isso, em qualquer lugar onde o bispo apareça, também os fiéis devem estar reunidos na assembleia visível — pois o bispo representa a Cristo. Para outro erudito, enfim (Baumgarten-Crusius, Lehrbuch der Dogmengeschichte, II, 1255), καθολική significa antes a Igreja verdadeira do que a universal.
(89) Λοιπόν [doravante]. Cf. Aos Efésios, cap. 11.
(90) Assim Jacobson. Os demais trazem ἀμείβῃ.
(91) Cf. Aos Filadelfenses, cap. 11.
(92) Isto é, por todos esses benefícios recebereis recompensa.
(93) Cf. Aos Efésios, cap. 21; A Policarpo, cap. 2 e 6.
(94) Isto é, aquele que é perfeitamente fiel. Semelhantemente: πιστὸς ὁ Θεός [fiel é Deus], 1 Cor 1, 9; 10, 13; 1 Ts 5, 24; 2 Ts 3, 3.
(95) Por simples notícia, ou por carta, ou por efeito? Por efeito, sem dúvida. Jacobson. Cf. Aos Filadelfenses, cap. 10; A Policarpo, cap. 7.
(96) Não que eu tenha, sequer minimamente, consciência de tê-lo merecido por mim mesmo. Smith.
(97) Cf. Aos Filadelfenses, cap. 10.
(98) Isto é, da Igreja.
(99) Baumgarten-Crusius considera erroneamente este passo suspeito de semipelagianismo, Lehrb. d. Dogm. G., II, 1107.
(1) Cf. aos Efés., 2; aos Filad., c. 11.
(2) Ἐν ὀνόματι não está na antiga versão, e parece que deve ser inteiramente omitido. GALL.
(3) Cf. Rothe, Anf., p. 253. As diaconisas, ainda que fossem virgens, todavia eram chamadas χῆραι, porque nos primeiros tempos da Igreja costumavam eleger-se as viúvas para o ofício de diaconisas.
(4) Cf. acima c. 10.